domingo, 24 de maio de 2015

Não tenho sido muito fiel à proposta desse blog. Acho que por falta de inspiração.
Acho que vou mudar a temática para além da música, incluindo outras impressões, outras vozes... internas...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aguardem: em breve, novas postagens!!!

Fiquei um bom tempo sem dar a mínima pra este blog, mas reparei que preciso escrever de vez em quando. Portanto, aguardem: em breve, novas postagens!!!

domingo, 22 de maio de 2011

Acabo de ouvir o CD Chamada, primeiro trabalho solo da cantora Valéria Lobão (ex-Equale) com produção de Carlos Fuchs. Muuuuuito bom! Ouçam! Classe, afinação, beleza, tudo junto num só disco. Arranjos belíssimos e formações instrumentais com o que há de melhor em nossa música. A Valéria tem uma daquelas vozes que a gente não se cansa de ouvir e que torna qualquer canção especial. Sem dizer mais, apenas ouçam!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Definitivamente estamos de volta!

O Vocalise agora é Livrecanto!
Sim, estamos de volta agora com outro nome. E pra fazer a "rentrée" em grande estilo, neste último fim de semana estreiamos na Casa de Cultura de Paraty! Dois shows maravilhosos! E pra arrebentar de vez, demos uma grande canja ontem (17/02/2011) no TribOz, na Lapa!
Foi um momento especial, um acontecimento!
Um verdadeiro show!
Cantar lá no TribOz era desejo antigo, mas quando aconteceu deu a impressão que já tinha estado ali muitas vezes...
A expectativa pelo inesperado deu lugar à surpresa! O povo boquiaberto....
O silêncio das pausas... e as vozes cruas (cantamos sem microfones) fizeram calar os instrumentos... e valorizar nosso som...
Tudo junto, tudo certo, até a respiração tava junto...
O som cristalino, limpo bonito, equilibrado, afinado (isso só pode ser pleonasmo... rsrsrs....)
O brilho também tava lá no olhar de cada um...
Não foi à toa que fizemos alguns chorar!
Não foi à toa que nos aplaudiram de pé!
Não foi à toa que chegamos até aqui! (e tem mais... muuuuito mais!)
O som tá pronto! Só falta colocar mais músicas nele...
Cantamos por uma multidão. E soamos como se fossemos um só...
E mais uma vez fizemos História!
Fizemos Música!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O canto é livre e a voz também...

Desculpem o longo período de ausência!
Tenho uma novidade e que acho que alguns já sabem: estamos de volta! Aguardem...

domingo, 10 de outubro de 2010

Duas vozes, dois violões, um contrabaixo e muita música...

Dois cantores de voz aguda tocando violão juntos. Imaginou? Você já deve estar pensando em dupla sertaneja, certo? Pode esquecer! O que aconteceu ontem no Rival foi tudo, absolutamente tudo, menos isso! Pelo contrário, um show dos mais esperados e um encontro memorável que deveria se repetir mais vezes: Zé Renato e Renato Bráz juntos, dividindo o palco com Sizão Machado, no baixo.

Quando o show começa, logo na primeira música, PONTO DE ENCONTRO, do próprio Zé Renato e do Milton Nascimento, a identidade e a unidade dos dois é tanta que fica difícil dizer quem faz a primeira e quem faz a segunda voz... As vozes parecem ser de uma única pessoa. Fez lembrar os bons tempos dos shows do Boca Livre, nos anos 80. O show teve um pouco dessa atmosfera.

Zé Renato e seu timbre característico e inequívoco conduz a maioria das canções na primeira voz. Limpa, suave e precisa, sua voz é algo que raríssimos cantores possuem. Sem falar no violão, classudo e agradabilíssimo. O Zé faz uma primeira voz que não é primeira voz, meramente. Como disse no início, não estou falando de dupla sertaneja! São linhas melódicas ora do tema, ora complementares, o que não significam aquelas "terça mardita", típicas deste formato. Do Zé, já sou fã de longa data. Só lamento que na única oportunidade que o Vocalise teve de dividir o palco com o Boca Livre (na verdade, abrimos um show deles), ele não estava na formação naquela época.

E o Renato Braz? Tem uma tranquilidade e suavidade ao cantar que faz parecer facílimas as notas de passagem e linhas agudíssimas que canta. Impressionante. Seu timbre lembra demais pra mim a voz do Milton Nascimento nos primeiros anos de carreira. Fiquei imaginando como seria o show com a participação do Bituca... Além disso, o cara toca tudo: pandeiro, berimbau, moringa e violão. Sem contar que volta e meia eles se intercalavam na primeira voz, o que acho que poucos percebiam...

O show teve algo que pra mim foi maravilhoso: RIO AMAZONAS, do Dori, cantada pela primeira vez (pra mim, pelo menos) com letra de Paulo Cesar Pinheiro, um craque! Foi uma das melhores do show. Mas teve mais. DESENREDO, da mesma dupla, com uma citação de Villa Lobos no final, foi lindo! A divertidíssima CAPOEIRA DE ARNALDO, de Paulo Vanzolini foi outro ponto alto. Destaque para dois maravilhosos sambas de Wilson das Neves e Paulo Cesar Pinheiro: UM NOVO AMOR CHEGOU e O DIA EM QUE O MORRO DESCER E NÃO FOR CARNAVAL. A música PAPO DE PASSARIM dá nome ao show e ao CD de outras belíssimas músicas, gravado ao vivo. E eles disseram que ainda vai ter DVD!

A voz humana é o mais belo dos instrumentos, já disseram, quando (nesse caso, com toda a propriedade) bem utilizada. E foi isso o que ouvi e vi... pura arte vocal (sem trocadilhos)....

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A canção e a palavra...

Depois de um longo afastamento deste blog, e inspirado pelos últimos eventos vividos na FLIP deste fim de semana (6 a 8/7/2010), resolvi postar um poema que fiz, falando de música e poesia...


A canção se intrometeu onde a palavra reinava
E juntas fizeram arte

A palavra protestou entre vozes e risos
Preferiu rótulos ao invés de recusá-los
Proferiu desafios
Praguejou...

A canção e a palavra se perderam sem argumento
Cancões, melodias e versos
Textos, palavras e versos

Se são versos, por que são diferentes?
Por que falam da mesma coisa por meios diferentes?
Por que se diferenciam em formato se elas se nutrem da mesma matéria?
Por que usam o mesmo veículo, nosso corpo, nossa mente?

Se são melodias, por que nem sempre as cantamos?
Por que são difíceis de serem entendidas se não houver palavras?
Por que têm estruturas tal como os versos?
Por que somos forçados a ouví-las?

Se há palavras, quase sempre há canções
Se há canções, nem sempre há palavras
Se verso ou prosa, há também ritmos tal como nas melodias
E se são melodias, são canções... quase sempre...
E se são textos, são poemas... quase sempre...

Então não há poesia no protesto? Claro que há!
Há poesia, portanto, num simples cantar? Certamente...

A canção e a palavra são químicas
A canção e a palavra são ritmicas
A canção e a palavra protestam, queixam-se, desafiam
A canção e a palavra caminham lado a lado, mas se separam quando se tenta anulá-las
A canção e a palavra não têm fronteiras, mas todos sabem de onde elas vêm
A canção e a palavra brigam entre si, mas todos sabem quem é quem
A canção e a palavra calam a boca de quem não as tem
A canção e a palavra são artes que faço para o meu bem
A canção e a palavra não são de ninguém...
À canção e à palavra digo amém!