Nesta última sexta (14/05/2010), fui a uma apresentação do Canto do Rio, um belo grupo de cantores liderados pelo meu amigo Paulo “Pauleira” Malaguti, no Casarão do Austregésilo de Athayde, no Cosme Velho. Começaram com “Uva de Caminhão”, do Assis Valente, que me fez voltar no tempo, aos idos anos 80, quando assistia aos shows do Céu da Boca, outro grupo sensacional também liderado pelo Paulinho. Com todos os arranjos vocais assinados pelo Pauleira, o grupo fez várias músicas, inclusive uma do Led Zeppelin (Friends, do álbum “Led Zeppelin III”) que ficou muuuito boa! Cantaram também “Chovendo na Roseira”, do Tom (quase o mesmo arranjo que hoje é feito também pelo Coral Harte Vocal, a exceção de uma modulação que, ao revisá-lo, ele introduziu na parte final). Outra coisa que me trouxe boas recordações foi uma versão que eles cantaram para “Laser”, do José Miguel Wisnik, a mesma música que o Vocalise gravou anos atrás, na Voz (o V maiúsculo foi proposital) de Clara Sandroni, convidada especial da noite. Aliás, ela e o Paulinho fizeram um duo maravilhoso apresentando algumas músicas de seu próximo CD, exclusivamente na formação voz e piano, a ser lançado em junho (essa vocês não podem perder!). Depois, o coral voltou para outras músicas e um bis sem sair do palco (realmente ia dar um trabalhão e o mais prático foi ficar ali mesmo, pra alegria de todos).
No dia seguinte, atendendo a um convite do flautista Kim Ribeiro, de quem tive a honra de gravar um belíssimo samba em seu disco “40 Anos de Música”, fui para uma gig de amigos: ele, Valéria Mendonça e Beth Dau. Na verdade eu fui de motorista, dando uma “little help for my friends”, mas acabei cantando. Depois, comida japonesa (deliciosa, apesar do atendimento caótico) e... Lapa!!!!!!!!!
Na Lapa, mais precisamente no Restaurante Lapinha, fui ver um show do BR6, em companhia da guerreira Beth Dau! Lá, ainda encontramos com Paulo Malaguti e Dani Spielman. Show animado, divertido e ousado (todo a cappella) de um grupo que já conquistou o mundo. De fato, eles já cantaram até no Japão e na Bélgica. Na formação, indo do agudo ao muuuuito grave, os amigos Chrismarie Hackemberg, Deco Fiori, Marcelo Caldi, André Protásio e Simô, além da luxuosíssima percussão vocal (sim, qualquer hora eu comento sobre o que é isso) de Naife Simões. No repertório, músicas dos 10 anos de carreira do grupo, tais como Tanta Saudade (Djavan/Chico), Bala com bala (Bosco/Blanc), Águas de Março (Tom), entre outras. Rolou até Tim Maia (Não vou ficar), com um solo “soul music groove style” da Chrismarie. Enfim, um ótimo divertimento! Ao final, longos papos e histórias impressionantes com a Chris e Simô. Falei com todos e os parabenizei pelo belo show, além de arrematar o último CD, “MPB a Cappella II”.
E no domingo, pude conferir os dotes culinários de uma grande amiga, que preparou um magnífico macarrão com molho de berinjela e ricota, regado a um saborozíssimo Carmenère chileno (sugestão minha) na companhia de outros amigos queridos com quem cantei em outros corais e ... por aí... Uma grande confraternização! Uma vez que portas e janelas estão novamente abertas para o mundo, resta a luz no fim do túnel...
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